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Que a UMAR, depois de advogar a causa do aborto, resolveu abraçar a causa da natalidade;

Que a cidade de Lisboa está deserta;

Que não nascem crianças suficientes em Portugal;

Que gastámos milhões e milhões de euros em reformulações idiotas;

Que o Estado gasta mais dinheiro com a terceira idade que com a primeira idade;

Que não nascem crianças suficientes em Portugal;

Que os acordos da ADSE com o sistema privado acabaram com o SNS;

Que os portugueses preferem o conforto da CUF à excelência da MAC;

Que não nascem crianças suficientes em Portugal;

Que tecnicamente é preferível uma maternidade dentro de um hospital com o maior número de especialidades que uma maternidade isolada;

Que não nascem crianças suficientes em Portugal;

Que Lisboa está deserta;

 

um abraço,


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Costa a 11.04.2012 às 10:07

Que o governo (e a autarquia) é tão submisso como os anteriores à dominação da construção civil, sendo os patos-bravos, hoje "empreendedores", quem demonstradamente manda neste país. Da auto-estrada para lado nenhum até ao prédio de esquina.

Se nascem ou não criancinhas em número suficiente, é coisa pouco mais que irrelevante. Interessa sim é ver naquele local mais um grande empreendimento de escritórios-comércio-hotel-habitação de luxo (pois claro! É o que ainda se vende...). Anos e anos de poeira, lama, entulho, camiões, ruas esventradas, barulho. 

A vida dos habitantes locais transformada num inferno imparável e arrogantemente impune. A obra, uma vez acabada, representando construção para cem onde deveriam estar vinte ou trinta. E com estacionamento para dez. Mais caos, mais engarrafamentos. Lisboa de novo esventrada e mais um testemunho arquitectónico destruído. Mais um escarro, chaga permanente, derramado em plenas "Avenidas Novas". Porque entre nós o antigo não é testemunho de uma época, fragmento de história, legado a preservar. É "velho" e, como tal, imprestável (e, claro, oportunidade de negócio).

É o progresso do arrivismo novo-rico e inculto. O progresso português.

E mais uns milhões em impostos, licenças, alvarás e autorizações. E outros tantos mais, sob a forma de negócio para amigos e correlegionários. O país pilhado em favor dos filhos dilectos do regime.

Costa

 

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