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entrevista que o Presidente do Tribunal Constitucional, que o João Ferreira do Amaral refere no post anterior, enche de vergonha a referida instituição, constituindo uma página vergonhosa da nossa democracia. Com a sugestão que os "rendimentos do capital" deviam ser mais taxados, algo que poderia ter sido dito por um Francisco Louçã ou Jerónimo Sousa, o senhor Presidente imiscui-se na luta política e demonstra o que terá baseado a decisão, muito criticada por personalidades tão diversas como Vital Moreira, Carlos Blanco de Morais ou Paulo Mota Pinto: uma inacreditável tentação de legislar através do banco de juízes. E isto é inaceitável numa democracia moderna, pois são os governos e não os juízes que têm legitimidade democrática para decidir quais as políticas a implementar no país. Se já tinha dúvidas sobre os princípios que nortearam essa decisão (a começar pela aceitação que os cortes, apesar de os considerarem inconstitucionais, se mantenham em vigor este ano), esta entrevista ajuda a esclarecê-los.