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suponho que também tenham feito greve

por Alexandre Borges, em 25.07.12

Há médicos a ganhar 40 mil euros no SNS.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De António a 25.07.2012 às 12:43

«A um observador atento não escapa o crescendo dos mecanismos de raiva. Há um ano era e resignação, agora é a raiva. A raiva estala por todos os poros e é péssima conselheira. A raiva vem de cima e vem de baixo, mas o seu efeito é semelhante. Varre tudo à volta, a moderação, a sensatez, a possibilidade de poder haver equilíbrios. A raiva é fruto dos tempos, nuns a sensação de que estão encostados à parede, sem esperança, e perdendo todos os dias o pouco que têm; noutros a consciência de que este momento único para moldar o país aos seus interesses está a esgotar-se e está a começar a correr mal. Uns e outros estão sem espaço de manobra, daí a raiva. Exemplos: a decisão do Tribunal Constitucional, a greve dos médicos.

A decisão do Tribunal Constitucional pode ter todos os defeitos jurídicos que se lhe apontam, mas não é por isso que está a ser violentamente atacada. Está a ser violentamente atacada por ter ido a contrario da politica do governo, que naturalmente todos os que a defendem acham que tem que ser indiscutível e autoritária, se for mesmo inconstitucional, ou dito de modo mais claro, ilegal. Perante o “ajustamento” que é que valem as leis? Não podemos dar-nos a este luxo. A greve dos médicos foi também atacada não porque os médicos não estivessem socialmente do lado das classes certas, mas porque é uma greve e feita contra o governo. Inadmissível haver uma greve com sucesso, um mau exemplo para todos nesta altura. Ainda por cima acompanhada por um comício, parecido com a CGTP! Inaceitável. Perturbador da paz social, subversivo.

Depois há a raiva de baixo, aquela que neste momento de subserviência comunicacional ao poder, é sujeita a um anátema absoluto. A raiva de baixo ainda só aparece quando se soltam as línguas e quando quem fala não tem medo. Sim, porque há muito medo, demasiado medo. Mas o medo é um alimento da raiva. Poderoso. Vamos num péssimo caminho. Mas tout va bien. É só uma canção.»

pacheco pereira
in abrupto
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De é relativamente brute a 25.07.2012 às 23:01

deve ser do champagne da campagne

raiva?

nã tamos vacinados há 9 séculos
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De RECEITUÁRIO a 25.07.2012 às 15:18

Meninos e meninas: é pra acabar, é pra acabar!
Disto já não há (para) mais!
É rapar o tacho, minha gente!!!
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De Utópico a 25.07.2012 às 22:45

Quando há algum tempo atrás veio a público que os enfermeiros recebiam 4 € à hora (digo já que não concordo com isso) e apesar do Ministro da Saúde dizer que isso era inaceitável e que iria investigar o que se passa, veio meio Portugal a terreiro dizer que o Estado é um malandro, um explorador.

Agora que se sabe de médicos que acumulam funções no serviço público, pago por todos nós, e que ganham muito acima do que deviam, vem toda a cambada de neo-liberalistas dizer que é o mercado, que são as regras de mercado.

Já agora só falta virem reclamar um subsídio de incoveniência. Incoveniência por terem que ir trabalhar para receberem um ordenado.

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De cblue a 26.07.2012 às 01:05

Fico mais escandalizada com honorários de 50.00,00, 40.000,000, 30.000,000 que várias apresentadeiras televisivas auferem de empresas que segundo se sabe apresentam sempre prejuízos - ou seja, nunca pagam impostos e assim se borrifam para os portugueses que pretendem tornara cada vez mais brutos com as "sa+idas" ridículas, pobres e medíocres das referidas apresentadeiras, comentadores e comentadeiras...
Pelo mens o médico preta um serviço essencial a qualquer um de nós: a prestação de cuidaddos de saúde.
Os trabalhos que as pessaso fazem não têm todos o mesmo peso em termos de retorno e benefício para os que deles necessitam : a responsabilidade de um médico não se compara à responsabilidade da maior parte das profissões.
Porque é que ninguém fala nos salários escandalosos da classe jornalística ?
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De António a 28.07.2012 às 15:34

Pois eu não.
As apresentadoras, a começar pelo Goucha, têm milhares de reformados e donas de casa a vê-los e a comprar o OMO cuja publicidade vai passando em rodapé toda a manhã. Por isso ganham o que ganham. A culpa é das donas de casa e dos reformados.
Os médicos (ALGUNS MÉDICOS) esfolam tudo quanto há para esfolar. Se for preciso mudam-se de tachos e panelas para dentro do hospital.
Eu sou médico e tenho a trabalhar ao meu lado 2 ou 3 gandulos que limpam mais de 20.000 por mês. Com consentimento e conivência do conselho de administração.
Mas ao preço a que a coisa está, para ganhar 40.000 é mesmo necessário fazer vigarice. 30 dias seguidos de serviço ininterruptos não são suficientes. Aí já é preciso andar no gamanço.
E há quem ande.
Mas atenção, não somos todos assim. Ainda há quem ganhe a vidinha honradamente.

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