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No «i», ao Sábado

por Vítor Cunha, em 13.08.12

IRRESPONSÁVEIS

 

O Partido Socialista lá vai penando as penas do Inferno. Sobreviver a Sócrates devia implicar um exercício de humildade, responsabilidade e sentido de orientação. Seguro devia recolher-se, estudar os dossiers, ajudar o País e preparar-se com calma para, um dia, ser primeiro-ministro. Mas como os políticos andam a toque de caixa das primeiras páginas (os políticos pouco seguros, claro), o PS tem andado muito excitado a querer fazer oposição por fazer oposição, sem sentido da história recente - e muito menos sem qualquer sentido de responsabilidade futura.

 

Nesta semana tivemos mais um exemplo desta forma pueril de conduzir um partido: o líder parlamentar, Carlos Zorrinho,  veio questionar o Governo e a CGD sobre um processo de concessão de crédito iniciado no tempo de governação Sócrates.

 

O que percebe  Zorrinho de risco de crédito? Deve um partido político ter opinião política sobre a capacidade de endividamento de uma sociedade privada? Porquê? Quer a bancada parlamentar do PS substituir-se à comissão de análise de crédito e risco da CGD? Ou quer Zorrinho assumir um lugar na administração da Caixa e responsabilizar-se pelo crédito que vier a conceder?

 

Devia haver uma comissão de análise de risco para avaliar políticos irresponsáveis. Este PS, está visto, não merece crédito.

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