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A América a ferro e fogo?

por Nuno Gouveia, em 16.08.12

 

O ano de 1968 foi explosivo. Nos Estados Unidos proliferavam as manifestações contra o Vietname e vivia-se um clima de revolta contra o Presidente Lyndon Johnson, que acabaria por não se recandidatar. O Verão foi ainda mais quente, com os tumultos de Chicago na Convenção Nacional Democrata. Normal Mailer escreveu "Miami e o Cerco de Chicago" sobre esse período, uma bela peça documental. Para saber mais, aconselho a leitura deste artigo do Alexandre Burmester sobre o livro do aclamado escritor

 

Nos últimos anos, com um clima social mais benigno, apesar de tudo, os Estados Unidos também tiveram grandes manifestações. Para as convenções deste ano estão a ser preparadas acções de protesto, nomeadamente as convocadas pelo movimento Occupy Wall Street, para Tampa, onde os republicanos se vão reunir entre os dias 27 e 30 de Agosto e também para Charlotte, local da convenção democrata entre 3 e 6 de Setembro. Em Charlotte as coisas devem ser mais ou menos pacíficas, mas em Tampa o ambiente pode aquecer. Ninguém espera que volte a atingir as proporções de 1968, no entanto alguma coisa se passará. Tentarei intrometer-me no meio dos protestos em Tampa e relatar em primeira mão um pouco desse movimento radical que foi anunciado no ano passado por alguns como a salvação do mundo (depois de Obama e antes de Hollande) e que agora, tão estranhamente, tem andado longe das notícias. 

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