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RTP - O debate da última semana sobre o futuro do serviço público de rádio e televisão não começou bem e provocou reacçōes empolgadas, na maior parte dos casos presas a modelos antigos, já pouco ajustados ao presente - e ainda menos ao futuro. Nesta matéria o Governo tem sido ele próprio vítima, também, de colocar ideias feitas à frente de uma análise da realidade.
Façamos um pouco de história rápida: o modelo de serviço público europeu que os velhos do Restelo usam como argumento é algo saído de meados do século passado, numa época em que nem se pensava em operadores privados de TV numa Europa saída da guerra. Nesse tempo não havia satélites, nem distribuição por cabo, muito menos internet, tablets ou smartphones. Hoje já nada é assim, mas há quem queira manter tudo inalterado.

INOVAR NO SERVIÇO PUBLICO - Este Governo tem na mão a possibilidade de, em vez de ir atrás do rebanho, contribuir para um novo posicionamento do serviço público, com os olhos postos no futuro e não no passado, de uma forma até pioneira no panorama tradicional europeu. Mas para isto convinha que existisse uma ideia precisa do que deve ser o serviço público, baseado em conteúdos concretos e não em princípios gerais, muito intessantes, mas pouco úteis na concretização de ideias.
Cada vez mais acho que o serviço público só se justifica se oferecer aquilo que os canais privados são menos susceptíveis de proporcionar - ou seja se fôr, em termos de conteúdos, complementar em vez de alternativo, sectorial em vez de generalista. Por outro lado também me parece muito pouco lógico que continue a concorrer com os privados na captação de publicidade. Conseguirá um operador de serviço público viver com os cerca de 150 milhões da contribuição audiovisual sem esforço suplementar de financiamento do Estado? - os estudos feitos entretanto pelo próprio Governo indicam que sim, ainda mais se existir uma racionalização de meios técnicos e humanos, se existir uma reestruturação da oferta de canais em sinal aberto e no cabo, e se a própria rádio fôr encarada também num novo prisma. O serviço público é importante? Eu também acho que sim, mas não precisa de tantos canais como agora - na televisão pode bem viver com um único canal em sinal aberto, com um único internacional, sem a RTP Memória e com um canal, que substitua a RTP Informação, com características de proximidade, de informação local e de uma interacção maior com a dinâmica da sociedade e com públicos sectoriais que têm necessidades específicas. Ou seja, a oferta deve ser repensada em torno dos públicos-alvo e não dos suportes e formatos rígidos que existiam até aqui. O mesmo se pode dizer da rádio.

CONCESSÃO? - Mais do que uma concessão eu acharia interessante que o serviço público aliviasse o peso da máquina de produção interna e encomendasse mais conteúdos à produção independente, externa e privada. Dessa forma uma boa parte do valor da contribuição audiovisual seria reinvestido no sector privado, na dinamização da produção audiovisual em língua portuguesa, fundamental para mantermos uma identidade cultural no mundo digital e no consumo móvel de conteúdos. E é nesse cenário, e não no passado da família sentada frente a um televisor na sala, que é preciso pensar, porque só assim se justifica hoje em dia a manutenção do serviço público. Ou seja, um operador mais vocacionado para organizar as suas emissões e escolher os seus conteúdos do que em produzi-los: um broadcaster em vez de um producer, em suma. Um serviço público assim, já agora, devia reforçar a sua articulação com uma política sustentada de desenvolvimento do audiovisual e podia ser parte fundamental de uma política integrada de fomento das indústrias criativas, tão relevantes do ponto de vista económico. Assim o investimento da sociedade seria reprodutivo e não consumido essencialmente em estruturas sobre-dimensionadas.

 

(In Esquina do Rio, Jornal de Negócios, 31 de Agosto)


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Prof. Sir Aiva a 31.08.2012 às 17:31

Um governo, que não sabe gerir uma porcaria de TV, num país com 10 milhões de habitantes, é de uma incompetência atroz. Se assim é, como classificar esta gente que quer (?) governar o país ?

Para mim, está claro:
O Rodrigo dos Santos ganha demais?
Fora e convidem a Cristina Ferreira que além de boazona, até é descaradona !
O Malato ganha de mais ? Convidem outro palhaço mais barato e etc... A RTP tem carros de luxo em barda ?
Vendam-nos todos e quem quer ir para o emprego vai no carro que comprou.
É preciso mais ?
Por isso, não me contem "istórias".
Já sabemos, que isto é um país de bananas governado por sacanas.
aqui vai a razão pela qual os países do norte da Europa estão a ficar cansados de subsidiar os países do Sul.
Governo Português
3 governos no continente e ilhas

333 deputados no continente e ilhas

308 câmaras

4259 freguesias

1770 vereadores

30000 carros

40000(?) fundações e associações

500 assessores em Belém

1284 serviços e institutos publicos

Para a Assembleia da República Portuguesa ter um número de deputados equivalentes à Alemanha, teria de reduzir mais de 50%
O POVO PORTUGUÊS NÃO TEM CAPACIDADE PARA CRIAR RIQUEZA SUFICIENTE, PARA ALIMENTAR ESTA CORJA DE GATUNOS!
É POR ESTAS E POR OUTRAS QUE PORTUGAL É O PAÍS DA EUROPA EM QUE SIMULTÂNEAMENTE SE VERIFICAM OS SALÁRIOS MAIS ALTOS A NÍVEL DE GESTORES/ADMINISTRADORES E O SALÁRIO MÍNIMO MAIS BAIXO.
ISTO É ABOMINÁVEL!!!
ACORDA, POVO! ESTAS, SIM, É QUE SÃO AS GORDURAS QUE TÊM DE SER ELIMINADAS E NÃO AS QUE O GOVERNO FALA.
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De ó reaça queres tirar o trabalho ao Nico? a 01.09.2012 às 00:27

O Nico é a voz que Abril nos deu, 40 episódios de nicos de obra e no tempo que já passou e vai ali ao lado, por apenas uns milhõezinhos de euros é serviço público.
Agora 300 horas do preço certo, isso é serviço público em demasia, 250 horas por ano no máximo, contando as repetições.
Já do Pedro Granger, pelo menos mais 100 horas e três telenovelas.

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CorretorMais

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