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A coisa está feia!

por Nuno Pombo, em 08.09.12

As contribuições para a segurança social, no que toca aos trabalhadores, vão subir 60%. Não deve ter sido fácil ao primeiro-ministro fazer este anúncio. É um aumento muito expressivo da carga tributária (lato sensu) que impende sobre os trabalhadores. Todos os que fazem este esforço contributivo sabem o que isto, na economia doméstica familiar, significa. Acredito, portanto, que o Governo não visse outra alternativa. Esta é a via mais fácil e menos exigente de equilibrar as contas públicas. Mas será, pelos vistos, o único caminho que a urgência torna possível. Pessoalmente, aceitaria melhor este agravamento se tivesse a esperança de vir a auferir uma qualquer pensão de reforma, a ser suportada pelo produto da minha imposta renúncia. Não tenho essa esperança. Não vou auferir qualquer reforma. Estamos apenas a alimentar financeiramente a reforma dos nossos pais, que as vêem, apesar disso, cada vez mais magras. A culpa não é deste Governo, já se sbe. A situação em que estamos tem muitos e longínquos responsáveis, mas interessa pouco saber quem são. O que importa saber é se desta situação alguma vez conseguiremos sair. Ou melhor, se dela é sequer possível sair. Os sinais não são animadores.