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de certeza que a demora tem um bom motivo

por Alexandre Borges, em 12.09.12

Durante meses, a esquerda pediu três coisas:

- mais tempo para cumprir o memorando;

- flexibilização das metas do défice;

- aumento da carga fiscal sobre os rendimentos do capital.

Ontem, o ministro das Finanças anunciou tudo isso, pelo que continuamos à espera de ver a esquerda vir congratular-se com as decisões.

Estou certo de que a oposição responsável que temos em Portugal jamais evitaria elogiar o Governo apenas para capitalizar, estrategicamente, a impopularidade daquele, sobretudo quando está tão compadecida da gravidade do momento vivido pelo país real.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Ricardo a 12.09.2012 às 19:07

Mas qual a esquerda que refere, àquela que conduziu o país à quase bancarrota, ou à outra esquerdalha velha e caduca que mais não faz que insultar e debitar ódios?
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De Nuno a 12.09.2012 às 20:35

Estranho o silêncio do PS quanto a propostas para baixar o défice. Nem falam das PPP, porque será?
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De falas da circular sobre post na blogo a 12.09.2012 às 21:42

Refere-se à esquerda que condenou todas essas medidas e outras catalogando-as (justamente) de afundarem ainda mais o país e a ecónomia, de deshumanas e inconsequêntes, que prometeu não seguir esses caminho, tomou o poder, e ah! surpesa quer impôr pior ainda!



o que vale é que in the end it will also bitte your cinical asses
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De Angelo Silveira Pereira a 12.09.2012 às 23:41

Exmo Sr Alexandre Borges

A sua argumentação está completamente falcatruada.
E o senhor sabe disso.

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De Alex Ponte a 13.09.2012 às 18:26

«Olhe que não, olhe que não!»
...relembrando o épico entre Soares e Cunhal.
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De Angelo Silveira Pereira a 13.09.2012 às 23:02

Pois sim, senhor Alexandre Borges.
Na altura do épico que o sr. refere quem defendeu a Democracia foi o PS. Não há mais nada a dizer.
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De Alex Ponte a 13.09.2012 às 23:18

Não, não é Alexandre Borges mas partilhamos o mesmo 1º nome embora o apelido seja diferente. o meu é Ponte.

Leio no seu comentário que advoga então que o PS é o «paladino» da Democracia em Portugal. Não crê que é um título um pouco, digamos que, «monopolista»?
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De Angelo Silveira Pereira a 17.09.2012 às 16:10

Queira desculpar sr. Alexandre Ponte.
O meu comentário refere-se somente ao período épico a que o sr. fez referência. E quanto a esse período creio que não restam dúvidas a ninguém sobre o paladino da Democracia. Revisionismos à parte obviamente.
Nessa altura do épico, a direita dizia que Portugal era o maior país do mundo uma vez que tinha a capital em Moscovo e os portugueses estavam no Brasil. Recorda-se?
O Brasil era então uma espécie de zona de conforto, no entanto, havia ainda portugueses em Portugal e esses estavam na Fonte Luminosa de Lisboa ou nas várias fontes luminosas deste nosso país.
A Democracia portuguesa precisa de todos os portugueses e, que não hajam dúvidas, dos partidos. De um extremo ao outro. Sem excepção. O PS representa o modelo de sociedade em que acredito. A SOCIAL DEMOCRACIA. Permita-me só que cite José Régio
"Amo muitas coisas da minha Pátria, mas há coisas que amo muito acima dela"
Obrigado.
Melhores Cumprimentos
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De Anónimo a 12.09.2012 às 23:44

Aumento da carga fiscal sobre o rendimento do capital: 1%. Aumento da carga fiscal sobre rendimentos do trabalho: 7% (a que acrescerá o aumento já inegável do IRS). Os ricos espirram, os trabalhadores morrem sufocados. Párem com este spinning ridículo e dediquem-se ao crochet, fariam melhor figura.
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De Buiça a 13.09.2012 às 01:32

Olhe que não.
O problema é não cortarem nas rendas excessivas, negociá-las e amarrar gerações de contribuintes a esse custo insuportável não foi problema nenhum;
O problema é não cortarem nas "gorduras do Estado", ter "orgulho no Estado Social" e engordá-lo a crédito não custou nada;
Resumindo, o problema é haver uma conta para pagar, fazê-la crescer exponencialmente foi uma alegria de que temos todos saudades.

Ah, e a quem souber fazer as contas mais simples ao que é a bancarrota de um país inteiro chamaremos "bruxa" e "insensível" aos gritos para que não se oiça o que dizem.
Cumps
Buiça
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De Anónimo a 13.09.2012 às 06:01

Este Borges deve ser da família do outro que foi corrido do FMI, não?
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De Alex Ponte a 13.09.2012 às 18:25

Lindo!
Só tenho pena de que o Daniel Oliveira não tenha a coerência (e ousadia!) de partilhar este post!

Como em tão pouca linhas se pode dizer tanto.
Muito Obrigado Alexandre!

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