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Nova temporada da Casa dos Segredos

por Sofia Bragança Buchholz, em 19.09.12

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De mouros broncos a 19.09.2012 às 21:05

A Sofia também ainda não atinou com as regras da tal rotunda? Estes mouros... aposto que também precisa de um estudo complicado de ventilação, como o Rodrigo. É verdade que os lisboetas confundem túneis com rotundas? Não admira o desespero que se tem visto nos últimos dias ;)
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De Por uma montanha russa no marquês a 19.09.2012 às 22:19

Só de rotundas? Não percebe um boi.
E está tudo dito!
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De Pedro de Monsanto a 19.09.2012 às 22:36

O problema não é não perceber patavina de r.
O problema é não perceber nada de mobilidade
Mas também não admira quem aceitou ter como vereador uma anedota que atrasou o túnel do Marquês em meia dúzia de anos com milhões de euros de prejuízo, só podia fazer uma burrada destas com uma simples rotunda
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De A. Santos a 19.09.2012 às 23:12

RETIRADO DO BLOG: Machina Speculatrix

«Entraram ontem em vigor as alterações ao trânsito na rotunda do Marquês de Pombal, em Lisboa (regime experimental). Há vários aspectos do folclore associado que merecem ser analisados por quem se interesse pelo funcionamento das nossas sociedades.
Desde logo, mexer nos hábitos e rotinas é muito complicado: nós não somos máquinas de calcular, não computamos com uma racionalidade furiosa os prós e os contras de cada uma das alternativas de comportamento que se nos apresentam a cada momento, a maior parte do tempo fazemos aquilo a que estamos habituados. E ainda bem: seguimos hábitos e rotinas para deixar o nosso "pensamento" dedicar-se a outras coisas. É essa a principal razão para estas mudanças em aspectos rotinados da nossa vida comum serem difíceis de entrar em funcionamento.
Prever as dificuldades práticas de tal adaptação é difícil. A Câmara de Lisboa, mesmo tendo passado meses a estudar a alteração, não previu, por exemplo, que as pessoas teriam tendência a ir pela rotunda exterior, mais lenta, mesmo que fossem para os principais destinos, servidos pela rotunda central, porque achavam estar assim a proceder com mais cautela. Mesmo sendo difícil prever, até com aturado estudo, há sempre quem tenha sentenças a ditar desde o primeiro minuto: ouçam-se as declarações dos sábios do costume, ao volante da sua viatura, antevendo novo terramoto em consequência de um esquema que, dizem, está fadado a fracassar. É assim: há sempre quem tenha visões miraculosas, instantâneas e precisas, de tudo e mais alguma coisa ao cimo da Terra; há sempre quem suponha saber tudo do mundo, de todos os recantos do mundo, em todas as especialidades e sub-especialidades. (Como aquele pescador, ontem no Prós e Contras, que criticava que, onde antes estava a escola de pesca, estivesse agora a Fundação Champalimaud, que, dizia ele, toda a gente sabe que não serve para nada. Sem que ninguém, excepto o tímido esboço de protesto da apresentadora, lhe sugerisse que não confundisse o mundo com o redondo da sua barriga e lhe pedisse para não expandir a arrogãncia opinativa para lá da fronteira do ridículo.) Mas estas mudanças são sempre pasto para o "achismo", onde toda a gente, quanto menos estudou o assunto mais se acha dotado de saber prático para achar isto e aquilo.
Finalmente, falo por mim: somos frequentemente preguiçosos e deixamos para depois o que se podia fazer antes. É verdade que, praticamente não usando carro em Lisboa, como conduzir no Marquês é assunto que não me toca muito. Mesmo assim, só ontem, perante a constatação do caos, voltei a olhar para os esquemas explicativos para perceber o essencial: vamos pela rotunda interna para os três grandes destinos ali servidos, vamos pela rotunda externa para os demais. O resto virá da experiência, quando lá tiver de passar. Não custava nada ter pensado nisso há mais tempo...
Convicção minha: António Costa, pragmático e focado nos resultados, vai levar mais esta alteração a bom termo, continuando assim o trabalho de formiga, que tem melhorado muita coisa com contenção de custos e com intervenções que parecem localizadas mas, realmente, mostram um conhecimento do quotidiano concreto das pessoas e uma atenção às pequenas coisas da qualidade de vida. »
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De Ricardo a 20.09.2012 às 10:13

"vamos pela rotunda interna para os três grandes destinos ali servidos, vamos pela rotunda externa para os demais."

Básico. Qualquer criança aprende isto. Parece que custa muito a perceber a certos lisboetas adultos. Os criticos cairam numa armadilha: de tanto quererem criticar o Costa, faça ele o que fizer, arriscam-se a passar por inaptos e parvinhos. Quem quer simplesmente ir à sua vida, sem estas tricas, toma atenção às instruções, vê as placas, e vai à sua vida. O problema é que são atrapalhados pelos azelhas que seguramente ainda andam às voltas na rotunda, sem conseguir sair ;). Eles é que dizem... Não aprenderam quando tiraram a carta, que se têm de seguir as placas com indicações? Pois as indicações podem mudar. Quem não se consegue adaptar, vai para o campo. Circular numa grande cidade é coisa que exige prática e muita arte. É preciso ter unhas, por isso é que acho isso tudo ridiculo. Muitos daqui, dava-lhes um ataque de pânico se tivessem de circular em Paris, cidade onde vivi 15 anos, e que deve ter os condutores mais desenrascados do mundo, sem estas frescurinhas.
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De Zé Pedro a 20.09.2012 às 04:10

António Costa, eloquente socialista, político profissional com carreira de 30 anos, acaba de elevar a fasquia pela qual se regem os autarcas neste país e, quiçá, no mundo! Sagra-se, em 2012, o "Barão das Rotundas" com uma fantástica dupla rotunda com transito à frente, encarpado, e chamada à xico esperto!
Este novo estilo já está a ajudar as exportações nacionais, pois o presidente da câmara de Meca, na Arábia saudita, pretende importar o modelo para resolver o tráfego pedonal dentro da mesquita sagrada.
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De Samuel B a 20.09.2012 às 10:09

Então mas não tinha sido já resolvido? Espera... estamos no site da má língua, onde se escreve primeiro e depois logo se pensa nisso!!

Chega a ser ridiculo tantos blogs a escreverem sobre este "defice" de conhecimento sobre rotundas e afinal, para quem passa por ela, ficou tudo bem.

É verdade, o objectivo é tirar carros não era? Uma chatice...
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De Anónimo a 21.09.2012 às 10:36

Demagogia e gestão de conflitos.
A demagogia, é a abusiva campanha das bicicletas e do ambiente. Se o ambiente em Lisboa é mau a ele se deve dos vários disparates que se tÊm feito. Mas alguém acredita que uma cidade à beira da água tem problemas de ambiente? Estão loucos? Este senhor atirou com o transito para o interior da cidade histórica. Tem estrangulado a Baixa de forma a resolver o problema pelo cansaço dos seus comerciantes. O seu vereador oportunista tem salgado várias zonas da cidade para promover outras.
A gestão de conflitos porque tem todos os seus vereadores a fazerem tropelias uns aos outros, todos querem deixar a sua marca e todas elas são uma grande cagada!

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