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Quase feliz

por Henrique Burnay, em 07.05.07
Quase tudo na vitória de Sarkozy me agrada. O tom do discurso, a renovação da atitude da classe política francesa, o pró-americanismo e o quase-liberalismo do novo presidente francês. Quase tudo, menos a Turquia. Mesmo que compreenda que não é boa política eleitoral defender a entrada da Turquia na União Europeia, incomoda-me que se faça bandeira da exclusão dos turcos. Por várias razões (porque são um aliado atlântico fiável, porque têm uma classe média crescente que é  - ela mais do que os militares, Rodrigo -  a esperança numa Turquia democrática, e portanto laica -, porque podem ser uma alavanca económica e um exemplo para a região), a direita europeia vai um dia arrepender-se de ter liderado o discurso anti-turco. Porque é um erro estratégico e porque é um argumento que escusávamos de oferecer à esquerda.   

Tirando isso, Mercy, Sarkozy


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De José Mexia a 07.05.2007 às 11:26

Absolutamente de acordo.
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De Rodrigo Moita de Deus a 07.05.2007 às 13:55

pois é, a crescente classe média.
o ocidente tem o terrível hábito de olhar para as outros sociedades com base nos seus próprios paradigmas. Falar de uma "crescente classe média" num país com setenta milhões de habitantes é o mesmo que nos congratularmos com a duplicação de sócios do Beleneses.

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