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as mentes brilhantes do crescimento económico

por Alexandre Borges, em 20.11.12

O Aeroporto de Beja, que chegou a estar anunciado para 2008, abriu três anos depois.

Um dos vários atrasos da obra ficou a dever-se a um erro de construção da pista - coisa pequena: constatou-se que não tinha a solidez necessária para suportar aviões comerciais. O pequeno lapso implicou um custo adicional de 8 milhões de euros. E não foram encontrados culpados.

Em 2010, podia ler-se num relatório do Tribunal de Contas: "merece sérias reservas o facto de o Estado ter procedido à criação de uma empresa pública, cujo volume de negócios, passados nove anos, é inexistente, onde já foram gastos cerca de 35 milhões de euros, em custos directos da obra e custos de funcionamento, sendo ainda necessário despender mais 39 milhões de euros para operacionalizar o aeroporto, bem como dar cobertura a défices de exploração da empresa até 2015".

Estava pensado para acolher uma companhia low-cost que lhe daria um crescimento "exponencial", mas foi preciso vir o vice-presidente da Ryanair para que alguém dissesse o óbvio: "é muito longe de Lisboa". Por isso, "não interessa". Comentário (e humilhação) final: "não deveria" ter sido construído.

Imagem perfeita do que foi a governação Sócrates, inaugurou na agonia dos últimos dias, a 13 de Abril de 2011.

Até final do ano, recebeu 2281 passageiros. Uma média de 8,7 passageiros por dia. 8,7.

É melhor não fazerem contas a quanto nos custou até agora cada passageiro.

É que, ainda por cima, alguns desses milhões foram, garantidamente, para a rubrica "estudos".


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Pedro a 21.11.2012 às 13:42

Uma "CREL" em Cortes. Perguntam vocês o que é Cortes. É uma aldeia de 250 habitantes do concelho de Góis, distrito de Coimbra. Uma aldeia que tinha uma estrada com duas faixas de rodagem, a ligar à EN2 onde passavam diariamente e facilmente meia dúzia de carros, mas que acharam por bem à cerca de 8 anos alargar para passarem a mesma meia dúzia de carros e para servir o Pólo Indústrial (???) que fica localizado a meio caminho entre a aldeia e a EN2. Sim, existe um Pólo Indústrial em Cortes. Agora, como se não chegasse, acharam que a aldeia necessitava de uma espécie de CREL, que a circundasse. Dentro em breve, o senhor que mora lá no fim da aldeia já não precisa passar pela aldeia para ir de carro para casa. Basta utilizar a "CREL". Com a aprovação da Câmara PS. Esse mesmo partido que não sabe se quer aumentar impostos ou diminuir despesa.
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De Monárquico às vezes... a 21.11.2012 às 15:16

OUVIDO NO ELEVADOR DO LAVRA.

E o Rodrigo Moita de Deus, já recomposto da censura alemã ao vídeo de um Portugal que só ele o Prof. Marcelo conheciam, aprovou a candidatura de Menezes ao Porto, que assim se prepara para deixar as dívidas de Gaia, as maiores entre as autarquias, para quem vier atrás.

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