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Em defesa do Governo - o que começa a ser raro

por Vítor Cunha, em 15.02.13

José Viegas deu uma dimensão nova ao tema, mas o que interessa mesmo é o tema.

 

Haverá mal que o mesmo Estado que multa quem anda a 50km/h quando devia andar a 40, que multa quando se cospe no chão, que multa quando nos atrasamos a entregar a declaração de rendimentos anual ou qualquer outra declaração obrigatória, também nos multe por não pedirmos factura? 

 

Nota-se alguma mudança no comportamento obsessivo-compulsivo do Estado fiscal-ladrão? Não.

 

O Estado voraz anda por aí. Conhece a côr dos nosso olhos e o nosso tamanho; sabe a nossa morada, a nossa conta bancária, a nossa vida profissional, vigia os nossos movimentos, exige conhecer os nossos hábitos e vícios- esse Estado incomoda. Mas não é em nada diferente do Estado de Paulo Núncio. Com uma vantagem: introduz justiça para que não sejam sempre os trabalhadores dependentes a carregar com os elefantes brancos. 

 

Deixámos que o Estado nos invadisse a intimidade porque deu-nos jeito a irresponsabilidade. Não temos, pois, que ficar muito incomodados com estes pequenos gestos. Não são causa suficiente para convidarmos os governantes que elegemos a praticar actos que são íntimos, meras opções estéticas.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Feraz a 15.02.2013 às 13:57

Caro Vítor,

Percebo o porquê de estar a defender a medida. Eu próprio considero que a mesma faz sentido. Há apenas um pormenor que faz que toda e qualquer argumentação caia por terra...
Como é que podemos defender esta medida quando o primeiro-ministro, por intermédio do seu gabinete, responde a uma pergunta do DN sobre o pedido de uma factura respondendo com o clássico "foro privado"?

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De Vítor Cunha a 15.02.2013 às 15:15

Tem razão...

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