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Panteão

por Pedro Marques Lopes, em 11.05.07

De vez em quando é levantada a questão de quem deve ter presença no Panteão Nacional. Agora foi Aquilino Ribeiro que se tornou “residente” deste local. Como é evidente, qualquer um de nós seria capaz de dizer uma série de pessoas, nomeadamente escritores, que pensa terem mais direito a essa gloriosa “residência”.

 

O critério parece ser que só devem ter presença no panteão os “maiores de nós”. Ora, isto leva às inevitáveis perguntas: o que é que quer dizer a expressão “maiores de nós” e quem é que decide quem foram estes. Qual será a razão de Manuel de Arriaga e Aquilino Ribeiro estarem lá e Eça de Queiroz e o Marquês de Pombal não estarem? E hão-de ser só escritores, políticos e fadistas ou também deverão caber empresários, actores e acrobatas?

 

O Panteão serve para promover um determinado entendimento político de quem são “os maiores de nós”... só e apenas. 

Numa democracia, este tipo de locais são não só inúteis como indesejados porque a única coisa que fazem é tentar construir a história à luz duma determinada visão política.

 

Não parece que uma qualquer conferência de líderes partidários ou qualquer outra entidade seja competente para definir quais são as figuras da nossa história.


 

Publicado anteriormente aqui


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