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o meu sonho é ser entrevistado pelo carlos vaz marques

por Rodrigo Moita de Deus, em 12.04.13

Ouvi no carro a entrevista de João Tordo à TSF. Escritor João Tordo. Modesto rapaz. Diz que deviamos separar os escritores autênticos dos outros a quem ele não consegue dar o nome. Mas ele não está preocupado com ele nem com as suas vendas. Está preocupado com as pessoas e com aquilo que as pessoas consomem. Compara as obras dos "outros" com droga capaz de viciar os leitores. O que é mau para eles porque aquilo não presta e faz mal. Daniel Silva não é assim tão mau. Dan Brown não presta. José Rodrigues dos Santos também. O advogado é alguém que tem de estudar seis anos, passar no exame da ordem e só depois é autorizado a praticar o seu ofício. Estes escritores não. Estão fascinados com a possibilidade de publicarem. Uma vergonha.

 

João Tordo tem razão. E isso resolve-se criando uma comissão de carteira. Escritores só com licença. Atribuída pela comissão. Com Tordo a presidir. Pode não ser o próprio mas podiamos elevar o próprio a categoria. Tinha que ser alguém da categoria de Tordo. Alguém tão rápido no juizo como Tordo. Alguém tão rápido no adjectivo como Tordo. Só alguém da categoria de Tordo pode distinguir o bom livro do mau livro e os bons escritores dos outros. Só alguém da categoria de Tordo poderia salvaguardar as massas da nefasta inflluência da literatura sem qualidade.

 

Tordo foi à TSF promover o seu novo livro. Passou metade da entrevista a falar sobre os livros dos outros. O que diz imenso sobre a própria obra. Como diria Pacheco Pereira: "não chega a Jacaré".

 

ide ouvir


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De beirão a 12.04.2013 às 18:33

Este Tordo tem montes de pilhéria. A criatura, certo dia, conseguiu fazer-se fotografar ao lado do já falecido Saramago; como se vê, proa e lata não lhe faltam. O coitado, deve, lá na sua, achar-se o máximo.

O tipo faz-me lembrar aquela malta dita 'das letras' de esquerda, que, formando entre si um cocktail de capelinhas das literatices, se ilogiam mutuamente em círculo fechado, e, está claro, através da Associação Portuguesa de Escritores (ou lá como se chama) se vão dando entre correligionários esquerdóides prémios literários uns aos outros, agora um a ti, depois outro a mim, e assim sucessivamente.
Lembram-se de um tal Luandino Vieira, comuna e terrorista do MPLA, que mal sabia colocar uma palavra à frente da outra, mas a quem, com pompa e circunstância, os antifascistas da APE atribuíram o prémio de melhor poeta, de um certo ano de mil novecentos e troca o passo. Um carnaval...

Este Tordo, que pretende arrogar-se o direito de dividir os escritores em dois grupos, os bons escritores, ele própprio e os amiguinhos camaradas das capelinhas da literatice, e os maus escritores, os outros, que têm de ser de vez ostracisados, banidos da cena pura e simplesmente.

Esta pobre criatura, o Tordo, tem uma frase que diz tudo: (... Estou-me a cagar para o dinheiro...").
(Já agora, sugestão de uma boa leitura: "O Crime do Shiede", Chiado Editora).
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De João Esteves a 12.04.2013 às 19:15

Vá lá, ao menos não se puseram a exigir um subsídio do estado. Porque escritor dessa categoria tem de ser apaparicado com dinheiro dos impostos das pessoas, mesmo se não publicar obra.

Mas como o maestro Vitorino de Almeida já deixou um precedente nessa onda de comentários então talvez seja apenas uma questão de tempo.
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De o subsidiado do estado novo e do outro a 13.04.2013 às 01:55

deixou um precedente?

bolas não o levou com ele?

deve ter-lhe caído das mãos...
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De Joaquim a 13.04.2013 às 10:51

Quando é que abre a caça???
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De Maria Teixeira Alves a 13.04.2013 às 11:52

Lamento Rodrigo, mas o João Tordo tem toda a razão. A maioria dos escritores que para aí andam são francamente maus e de facto não fazem bem a ninguém porque não elevam o espírito dos leitores. Publicam livros por pura vaidade. Ao contrário do que você diz neste post, se o que ele diz na entrevista diz alguma coisa sobre a própria obra é uma coisa boa. Eu não li nada de João Tordo, mas há uma coisa a seu favor é que sabe distinguir o bom do mau, poucos sabem e quase nenhum dos novos escritores sabe. Senão não se atreviam a publicar o que publicam.
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De Joao a 14.04.2013 às 01:10

Qualquer pessoa e' livre de publicar o que quizer desde que tenha meios de o fazer, ou se alguem com meios achar que vale a pena. Se e' bom ou mau, logo se ve. Se ninguem comprar, rapidamente deixam de o fazer.

Assim mais ou menos como voce fez neste comentario. Se fosse como voce, eu diria que devia haver alguem que devia proibir pessoas de publicar disparates como os que acabou de escrever.

Mas e' melhor que quem quer e consiga, o possa fazer. Se for para passar vergonhas pode ser que se convencam a nao mais o fazer. Assim como o seu caso.
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De FGCosta a 14.04.2013 às 13:16

A História está cheia de escritores e pintores, só para me ficar por esta duas áreas, cujas obras foram desprezados e considerados "lixo" pelos seus contemporâneos, e que só mais tarde, por vezes muito mais tarde, foram perspetivados de outro modo, e promovidos a génios. Felizmente que ao longo dos tempos as mentalidades proibicionistas e censórias como a sua ou a do rebento revolucionário-que-se-caga-para-o-dinheiro Tordo sempre foram derrotadas.
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De Amendes a 14.04.2013 às 12:58

Já é tempo de abrir a caça aos "tordos" .... Saia chumbo!!!
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De FGCosta a 14.04.2013 às 13:06

Bem me parecia que a expressão "armar-se aos tordos" havia de ter algum fundamento..
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De Cidadão atento a 14.04.2013 às 14:30

Falam de nepotismo na sociedade portuguesa e depois aparecem estes passarinhos, que se não fossem filhos dos paizinhos não tinham metade da exposição mediática - incluindo o cada vez mais esquerdista Expresso ou a Visão, sempre disponíveis para os Tordos e os Peixotos.

Quanto ao Carlos Vaz Marques, a moderação que faz no Governo Sombra tem paralelo na moderação que é feita pelo Nuno Artur Silva no Eixo do Mal - são dois moderadores com agenda ideológica e pouco imparciais e pouco objectivos.
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De Marco Teixeira a 24.04.2013 às 11:51

Este senhor é um triste. Que opinião mais arrogante, estúpida mesmo. Nunca lhe lerei um livro.

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