Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




coisinhas simples

por Rodrigo Moita de Deus, em 10.05.13

O grande obstáculo às reformas no estado são os reformados do estado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De Joaquim Amado Lopes a 11.05.2013 às 23:19

Só por curiosidade, onde é que viu esse "ódio", no meu comentário?
Em defender que os funcionários públicos e os políticos não devem ser privilegiados em termos de reformas?
Em defender que o sistema de segurança social, sendo claramente insustentável nos moldes actuais, não deve pagar reformas elevadas sob o risco de vir a não poder pagar a quem realmente precisa delas para sobreviver?
Em condenar o facto de quem trabalha agora ser obrigado a pagar reformas várias vezes superiores àquela que vai receber, quando se reformar dentro de 20 ou 30 anos?

Se me quer acusar de alguma coisa, use termos adequados. Acusar-me de "destilar ódio" pelo que escrevi acima é apenas cretino.

E, já agora, defender o actual modelo de segurança social é que é condenar os futuros reformados (excepto funcionários públicos) a viverem com muito menos do que meio salário mínimo nacional.
Sem imagem de perfil

De Carlos Fonseca a 11.05.2013 às 23:51

Também me sucedeu, durante 48 anos, descontar (11% + 24 e depois de 23,75% das empresas) para a Segurança Social, e desde Sócrates a Coelho que a minha pensão tem sido reduzida, aumentando as dificuldades para apoiar duas filhas licenciadas, que passariam fome porque não ganham para se alimentar.
Tudo isto foi produto do uso abusivo dos dinheiros da Segurança Social por parte de governos atrás governos do 'bloco central' - não me alcunhe de 'comunista', porque esse é um estafado anátema com mais de 80 anos de uso. Não tenho qualquer filiação partidária, sendo um cidadão sem maculas na justiça ou no cumprimento dos deveres fiscais que me são impostos.
Criar conflitos entre gerações é próprio de um asno. Se você vier a ter 50 kg de feno como reforma mensal é mais do que suficiente.
Vá chamar cretino a quem lhe fez as orelhas!
Sem imagem de perfil

De Joaquim Amado Lopes a 12.05.2013 às 01:17

Ou seja, quer que eu e quem agora trabalha pague a sua reforma e está-se nas tintas para o facto de, quando nos reformarmos, não recebamos o suficiente para comer, quanto mais para sustentar filhos desempregados. E chama-me asno a mim.
Além de que acaba por confirmar que quer mesmo é que quem está agora a pagar a sua reforma acabe por ter que viver com (menos do que) "meio salário mínimo nacional", se isso fôr necessário para não tocarem na sua reforma.

Se é comunista ou não, não sei (embora seja nesse partido que constuma votar, certo?). Mas acusar-me de "destilar ódio" sem nada que o justifique demonstra que tem consciência de que tenho razão no que defendo e, como isso significa "ir-lhe ao bolso", prefere disparatar a argumentar.

Se se está nas tintas para os outros e para a igualdade de direitos entre quem já recebe e quem ainda está a pagar e apenas lhe interessa continuar a receber "o seu", está no seu direito. Não venha é insultar quem defende um pouco mais de senso e de justiça porque isso apenas demonstra que, além de cretino, não tem um mínimo de vergonha na cara.

Se tivesse um mínimo de senso, saberia que o "uso abusivo dos dinheiros da Segurança Social" foi precisamente:
- regimes de excepção, não apenas mas principalmente para funcionários públicos e políticos;
- muitas reformas despropositadamente altas;
- tratamento diferenciado entre quem se reformou no tempo das "vacas gordas" e quem tem que sustentar essas reformas mesmo que as "vacas estejam a morrer de fome";
- integrar na Segurança Social fundos privados de pensões, para continuar a pagar a sua reforma e comprometer ainda mais a de quem venha a seguir.

E se soubesse fazer contas saberia que o sistema actual é insustentável independentemente de como seja gerido o dinheiro da Segurança Social. Faça lá as contas a quanto descontou durante os seus 48 anos de trabalho e compare com quanto já recebeu e espera ainda receber.

Comentar post