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coisinhas simples

por Rodrigo Moita de Deus, em 10.05.13

O grande obstáculo às reformas no estado são os reformados do estado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Joaquim Amado Lopes a 12.05.2013 às 01:17

Ou seja, quer que eu e quem agora trabalha pague a sua reforma e está-se nas tintas para o facto de, quando nos reformarmos, não recebamos o suficiente para comer, quanto mais para sustentar filhos desempregados. E chama-me asno a mim.
Além de que acaba por confirmar que quer mesmo é que quem está agora a pagar a sua reforma acabe por ter que viver com (menos do que) "meio salário mínimo nacional", se isso fôr necessário para não tocarem na sua reforma.

Se é comunista ou não, não sei (embora seja nesse partido que constuma votar, certo?). Mas acusar-me de "destilar ódio" sem nada que o justifique demonstra que tem consciência de que tenho razão no que defendo e, como isso significa "ir-lhe ao bolso", prefere disparatar a argumentar.

Se se está nas tintas para os outros e para a igualdade de direitos entre quem já recebe e quem ainda está a pagar e apenas lhe interessa continuar a receber "o seu", está no seu direito. Não venha é insultar quem defende um pouco mais de senso e de justiça porque isso apenas demonstra que, além de cretino, não tem um mínimo de vergonha na cara.

Se tivesse um mínimo de senso, saberia que o "uso abusivo dos dinheiros da Segurança Social" foi precisamente:
- regimes de excepção, não apenas mas principalmente para funcionários públicos e políticos;
- muitas reformas despropositadamente altas;
- tratamento diferenciado entre quem se reformou no tempo das "vacas gordas" e quem tem que sustentar essas reformas mesmo que as "vacas estejam a morrer de fome";
- integrar na Segurança Social fundos privados de pensões, para continuar a pagar a sua reforma e comprometer ainda mais a de quem venha a seguir.

E se soubesse fazer contas saberia que o sistema actual é insustentável independentemente de como seja gerido o dinheiro da Segurança Social. Faça lá as contas a quanto descontou durante os seus 48 anos de trabalho e compare com quanto já recebeu e espera ainda receber.

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