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por Rodrigo Moita de Deus, em 01.03.18

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Na sua cabeça até pode ter presidenciais esperanças para o dia em MRS se farte do lugar mas a verdade é que Passos Coelho sai de cena como o mau da fita. Mau líder da oposição. E o homem responsável pela "destruição do SNS", pelo "desinvestimento público", a "pior crise económica da democracia" e a probreza de milhares e milhares de portugueses. O pai da austeridade. O passismo tornou-se adjetivo. E o adjetivo não é um elogio. Uma narrativa da esquerda que o próprio, por omissão, deixou vingar. A política tem destas injustiças. Passos fez o que mais ninguém quis fazer - nem o PS. Assumiu responsabilidades que mais ninguém quis assumir - nem o Presidente. E, contra todas as expectativas, conseguiu. E conseguiu mesmo. O país que não tinha dinheiro para o ordenado dos funcionários públicos evitou a ruptura. O governo que não tinha condições para sobreviver mais de três meses durou um mandato inteiro e até ganhou as eleições. Ao país herdado e falido de 2011 valeu a teimosia daquele homem. Tudo o resto é conversa. E no fundo, no fundo, a Catarina, o Jerónimo e o António até sabem disso.    

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comentários

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De pitosga a 04.03.2018 às 14:37

Este vídeo é lindo. Vão lá vê-lo e gravem-no. Qualquer dia desaparece...

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