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Hoje Pinochet, amanha Fidel

por Manuel Castelo-Branco, em 10.12.06

 

Acabei de ler sobre a morte esperada de Pinochet . Li também o post  do Henrique Burnay com o qual concordo plenamente. Nada justifica o assassinato e a a tortura de pelo menos 5000 pessoas: nem a luta contra o comunismo nem tão pouco a modernização de uma economia.  

Mesmo que a ditadura de Pinochet tenha sido a substituição de outra mas de sinal diferente, mesmo que Pinochet tenha sido o único ditador, que me recordo, a fazer a transição para a democracia pela sua propria vontade ainda em vida.

Concordo que Pinochet não deixa saudades, como não deixam todas as ditaduras da América Latina, de Fidel em Cuba,  Videla na Argentina,  Ortega na Nicarágua ou Stroessner no Paraguai.

Espero que, quando dentro de algumas semanas, quando Fidel Castro finalmente vier a morrer, haja para com ele a mesma justiça negativa, que agora e bem, é feita a Pinochet.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Manuel Castelo-Branco a 11.12.2006 às 09:40

Resposta a Deus:
Deus: Allende foi democraticamente eleito, mas como sabes, estava a transformar o País num satélite soviético , nacionalizações, expropriações limitação da liberdade de imprensa e liberdade de expressão. Não é apenas a eleição que transforma um regime em democrático, mas a sua pratica governativa.
João Pedro:
Ainda bem que existiram mais regimes ditatoriais fazer a transição para a democracia de uma forma suave. Eu não conheço mais nenhum, mas se existiram, fico contente. É pena que essa pratica seja a excepção e não a regra.

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