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o que faz um governo?

por Rodrigo Moita de Deus, em 17.08.07

Filipe,

 

Um governo não é uma espécie de Lusa. Um governo não informa. Nem tem de informar. Se um governo não informa, não pode desinformar.

 

Um governo, qualquer governo, é um agente activo no debate político. Não é passivo, nem neutro, nem mudo. Dentro das regras, tem o direito de emitir comunicados, escrever comentários em blogs, fazer vídeos no youtube ou alterar entradas na wikipedia.

 

É claro que podemos sempre levantar a questão da diferença de meios colocados à disposição do governo e de quem se opõe ao governo. Mas isso é um problema das pessoas que votaram no governo.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De JPG a 17.08.2007 às 21:41

Na minha opinião (evidentemente), não é possível que o "Governo" tenha dado ordens para que semelhante coisa se fizesse; é demasiadamente estúpido para ser verdade; ainda para mais através de IP sem qualquer espécie de despiste. Ninguém é tão imbecil assim. Tudo isto (as alterações e sequelas) poderá mesmo ter sido feito por alguém interessado em lançar a confusão, servindo a própria polémica de arma de arremesso política. Note-se que, por exemplo, a "reprimenda" da Wikipedia (de quem, ao certo?) foi agora apagada por um tipo qualquer (via Novis).
É possível "adquirir", assumir, simular tecnicamente endereços de IP. Tudo é possível, em resumo. Começo a achar que há aqui demasiada precipitação, imensa pressa em retirar ilacções. Eu próprio acho agora que me precipitei, de alguma forma. Porque, repito, no essencial, tudo isto é demasiadamente estúpido para ser verdade. E nem mesmo este Governo poderia cair de tão evidente cavalo abaixo.
Aquilo lá terá sido um tipinho qualquer mais ocioso que se entreteve a "corrigir" umas coisinhas que lhe não agradavam e que - na sua confusa e preocupada cabecinha - lhe pareceu poderiam pôr em causa o seu tachito lá na repartição, ou coisa que o valha.
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De Rodrigo Moita de Deus a 17.08.2007 às 23:16

Caro JPG,

Vamos por a coisa ao contrário: ficaria mal impressionado com um governo que se diz tecnológico e que depois não tivesse uns rapazes a monotorizar o que na net se diz dele.
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De JPG a 18.08.2007 às 00:13

Compreendo, mas não entendo...
Pela 3a vez o digo, é estupidez a +. Nem o próprio Diácono Remédios seria tão bronco. Monotorizar não é o mesmo k censurar
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De Rodrigo Moita de Deus a 18.08.2007 às 01:23

Diz que uma vez puseram um processo disciplinar público a um professor que tinha insultado o primeiro-ministro.
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De JPG a 18.08.2007 às 15:21

Pois diz, pois diz. E bem se viu o resultado! É da mais básica ciência política a perigosidade do bajulador para com o seu "chefe"; perigosidade para o "chefe", bem entendido. E quem diz bajulador, diz quadro intermédio (ansioso por mostrar serviço e agradar ao dito chefinho) ou diz, pior ainda, quadro superior com poderes executivos. Pois diz, pois diz.

Mas vamos supor - hipótese meramente académica ou simples teoria da conspiração - que o tal funcionário, de virtual lápis azul em punho, era (ou é) afinal, alguém da "oposição"...
Não será completamente disparatado presumir que nem todos os funcionários do CEGER (ou de qualquer outro organismo do Estado) serão, forçosamente, militantes ou simpatizantes do Partido que é, neste momento, Governo. Presume-se por conseguinte que não existirá uma razia completa, de cada vez que muda o Partido no Poder, em toda a estrutura do Estado.
Comparando os custos (previsíveis) com os (putativos) benefícios de tão espalhafatosa e desastrada manobra ("corrigir" entradas wiki sobre o PM), fácil será concluir que a mesma (manobra) - interessando muito mais à "oposição" do que ao "governo" - poderá perfeitamente ter resultado de pura contra-informação: um presente envenenado, também ele típico da luta política e figura de eleição dos respectivos manuais.
O próprio Governo dar-se à maçada de alterar wikis (que valem o que valem, o que vem a ser muito poucochinho), bem, isso é que não parece nada plausível.
Ou então, sabe-se lá, a julgar pela catadupa de acontecimentos recentes, as sucessivas argoladas de (ir)responsáveis oficiais, os diversos tiros nos pés que o PM e seus apoiantes vão dando... pois sim, então lá teremos de admitir a terrível verdade: está tudo passado da cabeça, lá pelas altas esferas governamentais. Quando o Governo deixa de governar o país e se dedica exclusiva ou essencialmente a governar-se a si próprio - para se manter como tal - não faz mais do que adiar o inevitável. Ou, por outra, precipitar o inevitável.
É nesta acepção que utilizo a expressão "ninguém poderia ser assim tão estúpido".
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De Rodrigo Moita de Deus a 18.08.2007 às 23:23

Á única parte em que discordamos, com saúde, é sobre a importância do acto. É sinal de inteligência que o governo se dedique a essas coisas. Aquela entrada tem mais importância que dez minutos de televisão. Os tempos mudaram.

Abraço amigo

Deus (o outro)
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De Anónimo a 19.08.2007 às 01:50

Não sei se isto se refere a mim ou ao JPG (Se se referir a mim de qualquer maneira há outra coisa em que discordamos, na forma. Um artigo de resposta é de gente que se sente, apagar, alterar, modificar em seu proveito é iguala ameaçar com processos os jornais e rádios que divulgassem a história do canudo mal tirado (mas bem comprado).
De qualquer maneira ainda bem que ficou esclarecida a referência aos avós!
Um abraço e até à próxima

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