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este país é um milagre

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.04.20

Sobre os hospedes do Hostel: "aguardavam o estatuto de refugiados" é um eufemismo para "ilegais"?

este país é um milagre

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.04.20

Percebemos que algo não está bem quando alguém defende que só conseguimos "celebrar uma data" com uma "sessão solene" de discursos chatos à porta fechada. Confundir "sessão solene" com "celebração" é coisa de...grupo de risco. 

este país é um milagre

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.04.20

Dias estranhos: Vasco Lourenço esteve quase a chamar "bolsonarista" a Ferro Rodrigues.

Ouvido por aí

por Augusto Moita de Deus, em 20.04.20

Se os Capitães de Abril forem à Sessão Comemorativa do 25 de Abril não estarão em maior risco de vida do que no próprio 25 de Abril?

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.04.20

Foi um bom trabalho. Vejo que a telescola é um retrato fiel das nossas escolas. Tão estimulante e analógica como as outras.

 

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.04.20

Bem ou mal temos comida nos supermercados. Bem ou mal temos apoios do Estado. Bem ou mal temos um serviço de saúde. Temos, oficialmente, a primeira pandemia burguesa da história.

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 20.04.20

Ferro Rodrigues conseguiu lembrar o país que existe uma sessão solene no parlamento. Talvez não tenha sido da melhor maneira. Mas conseguiu.

Merkel fala de modelos e de uma monitorização. Com o risco de ser simplista, julgo que o que se passa na Alemanha é o seguinte: com os dados fiáveis de que deve dispor e dos modelos validados a que também deve ter acesso, Merkel sabe prever a situação num horizonte digamos que de 1 mês (e consegue estabelecer cenários mais longínquos, como ela explica aliás).

Ela pode saber se nesse intervalo o sistema entraria em colapso. Se sim, aplica medidas mais restritivas; se não, liberta um pouco (deve ter a ver por exemplo com medidas relacionadas com escolas e outros serviços do Estado). Se os números daí a uns tempos piorarem -isto é dinâmico- ela pode fechar mais as medidas e tem também tempo para reforçar o sistema de saúde na medida necessária. Ela deve querer sempre, aliás, manter uma almofada de segurança nos meios de saúde, para poder acorrer a algum pico que sempre pode surgir de forma inesperada e aleatória.

Mas o facto dos meios de saúde estarem no presente com uma taxa elevada de ocupação não é mau? Claro que é, há sempre pessoas a morrer, nem que seja "apenas" 1% dos infectados. Mas por outro lado admitir uma infecção natural da população a um nível abaixo do colapso pode ser uma forma de admitir pragmáticamente que a doença existe e que com outro tipo de medidas o número de mortos seria maior. Portanto deixar as infecções correr não tão baixo como seria estritamente possível com medidas muito severas, mas abaixo do limite de capacidade do sistema de saúde (postura que provavelmente ninguém vai admitir) é algo muito delicado mas que pode visar alguma actividade económica e social extra, bem como a utilização da capacidade instalada para varrer (no sentido de scan) o maior número de cidadãos neste processo de autovacinação. Que obviamente ainda não se sabe se é permanente ou se apenas dura uns meses.

No entretanto espera-se que os tratamentos melhorem em eficácia e também se espera que a sociedade em geral perceba que algumas dessas pessoas (e cada morte é uma tragédia) do ponto de vista da amostra global da população morreriam ou de Covid-19 (mais cedo) ou pouco tempo depois disso de outra doença (o coronavirus tendo sido meramente aquela corrente de ar que apagou a vela já ténue). É uma análise fria, mas todos os anos as pessoas ficam 1 ano mais velhas. E acumulam problemas de saúde. É uma análise fria, mas os médicos (quando se pensa por exemplo no processo de treinamento de um cirurgião, ou no estabelecimento de um tratamento novo, ou em decisões em Urgência perante um maior número de acidentados do que mesas de operações) e os profissionais de seguros sempre tiveram esta mesma atitude objectiva quando lidam com a morte e a vida.

Daí se constata que esta estratégia de monitorização (que é também no fundo uma permanente corrida contra o tempo, ie uma em que se tenta ganhar cada vez mais tempo para cada vez ter mais meios) seja a mais racional no sentido de ir abrindo a sociedade a uma interacção mais normal, mas dentro dos limites razoáveis dos sistemas de saúde, que estão lá aliás não só para tratar doentes Covid, mas também para tratar todos os demais utentes.

Risco >>> Profissionais + Meios

por Augusto Moita de Deus, em 18.04.20

Da série O céu é azul. Quando há um risco, uma ameaça até, o que se faz? Suscitam-se profissionais e reunem-se meios para eliminar ou mitigar os respectivos efeitos perniciosos. Senão vejamos:

 

* Risco de incêndio no verão >>>

    corporações de bombeiros + autotanques e meios aéreos espalhados pelo território;

    proprietários e autarquias + limpeza de matas e terrenos

* Risco de afogamento nas praias >>>

    nadadores-salvadores + flutuadores

* Risco de prevalência da ignorância >>>

    professores + escolas

* Risco de criminalidade >>>

    agentes policiais + meios de dissuasão;

    juízes + tribunais

* Risco de apanhar sarampo, tosse convulsa etc. >>>

    profissionais da saúde + vacinação

* Risco rodoviário >>>

    todas as pessoas + cumprir o código da estrada;

    mecânicos e inspectores + oficinas e centros de inspecção automóvel;

    empreiteiros e trabalhadores das estradas + manutenção das vias;

    agentes policiais + meios de dissuasão.

 

Portanto, para o que vem a seguir, é igual:

* Risco de contraír Covid-19 >>>

    todas as pessoas + medidas de contenção durante o tempo necessário ;

    grupos de risco + medidas de contenção prolongadas;

    profissionais da saúde + hospitais preparados para tratar a doença.

 

É igual.

Num momento em que a a Comissão Europeia pretende dar passo para impedir a China de comprar empresas europeias, surge notícia de que o financiamento para salvar TAP poderá vir do maior banco chinês.

 

Já tinha dito que tinha de mudar de tema nos meus posts

por Augusto Moita de Deus, em 17.04.20

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Cientistas portugueses "provam uma vez mais que Einstein tinha razão"

 

Eu não gosto nada desse tipo de título, quando se fala do trabalho de Einstein. Concordo que tudo o que vier acrescentar à divulgação científica é ganho e entendo que muitas vezes o melhor é deixar passar esta retórica. É um pouco como Feynman dizia, os cientistas parece que têm por vezes que se justificar, dizendo que "esta descoberta pode contribuir para a cura do cancro" (mesmo que seja uma contribuição muito remota) ou que se trata dum avanço importante "para a descoberta da vida noutros planetas" ou algo parecido. Só que a ciência faz-se estudando problemas concretos, não para responder a anseios vagos.

Estar constantemente a repetir "Einstein tinha razão" e frases parecidas desfoca a verdadeira questão e dá a entender que há motivos para duvidar da teoria formulada por Einstein, em particular quando comparada com a Mecânica Clássica (que não é apenas "Newton"). Claro que ele tem razão, nesse contexto, mas alguém duvida?


Naturalmente que estes estudos tentam ver se a teoria da Relatividade Geral (que não é apenas "Einstein") descreve os resultados das observações no sentido de, em caso de não descrever, se poder ir à procura duma teoria mais abrangente, uma que inclua a Relatividade Geral como caso particular, da mesma forma como a Mecânica Newtoniana é o limite da Relatividade para campos gravitacionais fracos. Nesse sentido, alguns em coerência diriam que Einstein deixaria de "ter razão" (como se verificou que não "tinha", em algumas matérias, inclusive em Relatividade, inclusive algumas em que ele próprio fez uma autocrítica). Mas isso seria igualmente uma distorção (trocadilho não intencional). Seria meramente a descoberta de novos factos não abrangidos pela sua teoria, realmente um estímulo para mais investigação na matéria. Em qualquer cenário, pode-se dizer que continuam e continuariam actuais as descobertas de Einstein. E as da Mecânica Clássica também. Ou seja, no caso em apreço, nem Newton está errado, nem a Mecânica Newtoniana está equivocada. A partir de certas condições, pura e simplesmente deixa de ser aplicável. 

Faço uma ressalva: pode ter existido alguma afirmação específica de Einstein quanto a órbitas em roseta vs. elípticas em casos extremos como este (notar que uma das primeiras confirmações da teoria de Einstein foi precisamente conseguir explicar uma similar anomalia na órbita de Mercúrio, para campos gravitacionais já fortes, mas não tão extremos como no caso em análise). Mas mesmo assim, não seria o caso dele "ter razão", como se fosse uma opinião, porque uma teoria não é uma opinião. Quando muito estes resultados constituiriam a confirmação duma previsão teórica, ou a descoberta dum novo fenómeno no âmbito da teoria. Em qualquer caso é um sucesso da coincidência teoria vs. experimentação/observação, que é o que sempre se procura em ciência, e não uma saga pessoal de alguém que tenta provar algo, com o risco do seu trabalho não ser reconhecido, o que sucedeu a inúmeros cientistas (por exemplo Mendel ou Boltzmann), mas não a Einstein.

OK, quando se detectaram ondas gravitacionais pela primeira vez... aí percebo, é algo mesmo novo. No caso da notícia abaixo, há algum carácter excepcional, pois -lá está- pode ser o caso mais extremo em termos de dinâmica dum campo gravítico alguma vez estudado, portanto entendo o destaque ao estudo efectuado e especialmente por cientistas portugueses estarem na equipa. Agora, sempre que se faz uma descoberta em Relatividade Geral, estar sempre a dizer que "Einstein tinha razão" (e às vezes a frase ainda vai mais longe numa suposta desconfiança, ao surgir aquele afinal em  "Afinal Einstein tinha razão") é quase ridículo. É como se de cada vez que se descobrisse um novo elemento da tabela periódica, ali bem localizadozinho na sua posição da respectiva grelha, se dissesse: "Afinal Mendeleev tinha razão". Claro que tinha!

Já tinha dito num post anterior (e, bolas, parece que o cometa Atlas se está a desintegrar) que tinha que mudar de tema. Como Albert Einstein frequentemente fez ao longo da vida. E nisso, como sabemos, Einstein tinha razão.

mas isso não é bom

por Rodrigo Moita de Deus, em 17.04.20

Concordo. Até digo isso muitas vezes. Este país é um milagre.

...

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.04.20

Os católicos abdicam da ressurreição do filho de Deus. Os deputados não abdicam do 25/4.

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.04.20

A TAP valorizou imenso desde a privatização. Tenho um gráfico que até mostra o pico.

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.04.20

Há rapaziada que acredita que a TAP tem "imenso aviões". A TAP já não tem aviões. Os bancos têm aviões. O Estado tem a dívida. Resgatar a TAP é resgatar o Estado.

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.04.20

Os dividendos: há milhares de anónimos que confiaram dinheiro nas empresas cotadas na bolsa portuguesa. Vamos dar-lhes um calote no dinheiro de 2019 por conta das dificuldades de 2020.

eu que não sou de intrigas

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.04.20

400 milhões, garantias bancárias e a dívida. Quanto vale a TAP em vouchers da Ryanair para cada português?

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 16.04.20

noto que os dados do desemprego não estão a ser apresentados em gráficos e curvas.

Perguntar não ofende

por Augusto Moita de Deus, em 15.04.20

Expliquem-me como se eu fosse burro, eu que até nem me meto em política: atacar agora o governo não é patriótico. Percebe-se. Mas e então, e atacar os próprios militantes, o que é?

Diário das emergências

por Rodrigo Moita de Deus, em 15.04.20

Lições da carta de Rui Rio: um militante que esteja descontente com esta liderança pode sempre filiar-se noutro país. 





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