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a nacionalização do novo banco

por Rodrigo Moita de Deus, em 01.03.16

A questão de princípio.

Nacionalizamos o banco. Daqui a uns anos, aparece alguém a defender a privatização. Ainda acaba por ir parar à família Espírito Santo. Já outra geração. Cereja em cima do bolo: a família poupa no imposto sobre as doações. 

 

A questão dos números.

É fazer as contas. Nacionalizamos o novo banco e o estado fica com 52% de quota de mercado no setor bancário. E mais de 90% dos prejuízos que o setor bancário deu no ano passado. É um grande negócio para os contribuintes.

 

A questão dos outros números.

Outras contas. A resolução do Novo Banco custou 4.9 mil milhões de euros. Empréstimo do Estado (3.9), Bancos (700), Cofres do fundo (300). Isto foi um empréstimo único. Emprestámos o dinheiro. Se vendermos o Novo Banco o resultado abate no empréstimo. O restante é pago pelos outros bancos. Se nacionalizarmos o estado fica a dever 700 milhões de euros à banca. Isto para dizer: todo o setor bancário é a favor da nacionalização do novo banco. É maneira dos contribuintes pagarem a resolução.

 

A questão final: para quê?

No congresso da CGTP ouviu-se um slogan novo: o novo banco ao serviço do povo. Ao serviço do povo como a CGD? Que serviço público é que a Caixa presta?

Alguém responderá: o serviço público é o financiamento aos projetos estratégicos. Toda a gente sabe que há dois tipos de projetos. Os estratégicos e os rentáveis. Nos projetos estratégicos a Caixa perdeu mais de 2.1 mil milhões de euros nos últimos anos. Pelo menos 2.1 mil milhões de euros. Incluímos em projetos estratégicos o financiamento à catalã La Seda. Para o ministro Manuel Pinho o investimento em Sines era estratégico. Vai daí a La seda investe em Sines e a Caixa paga o investimento. Até uma fábrica no Reino Unido financiou. Como a compra de Vale de Lobo. Para Armando Vara o investimento em Turismo era estratégico. Vai daí a Caixa compra Vale do Lobo. Para alguém até a Saúde foi estratégica. Vai daí o banco do Estado criou uma rede de hospitais privados. E por aí fora.

 

Enfim. Do parlamento alguém explicará que só há nacionalização se o processo de venda falhar. Claro. Quanto mais gritarem "nacionalização" mais os investidores fogem. Quanto mais os investidores fugirem, pior o processo de venda vai correr. Mas sim. Só há nacionalização se fizermos tudo para que o processo de venda falhe.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De isabel a 01.03.2016 às 16:54

Desculpe mas quero referir-me ao post (não tem caixa de comentários) do ministro da educação:

o homem diz mesmo "tinhemos"?
Nem existe tal tempo verbal.
Quanto muito estará relacionada com "tinha"!
Isto nem na cabeça dum tinhoso...
Uma vergonha, uma vergonha...
Desculpe. Cumprimentos.
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De Zé a 01.03.2016 às 18:51

Por duas vezes ... , e remata com " interviram ". Uma paródia!

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