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Ceuta 1415 - 1. Morte da Rainha Dona Filipa

por João Ferreira do Amaral, em 18.07.15

 

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Foram longos meses de permanência no Porto, a liderar os trabalhos de construção de uma frota naval, a arregimentar os chefes militares do norte, a adestrar homens para combate e a recolher víveres de toda a espécie. O jovem infante D. Henrique regressava a Lisboa com a missão cumprida, ao comando da armada com 70 embarcações que el-Rei seu pai o incumbira de preparar. O infante D. Pedro partiu ao seu encontro fora da barra e os dois irmãos entraram juntos no estuário do Tejo, indo desembarcar no lugar do Restelo, numa praia onde mais tarde D. Henrique mandaria construir a igreja de Santa Maria de Belém. Reunia-se assim finalmente a grande armada com dimensão nunca vista nestes Reinos e festejava-se com alegria a iminente partida para a empresa tão grandiosa quanto desconhecida de quase todos. Surge então a triste notícia da súbita doença da Rainha D. Filipa que padecia no mosteiro de Odivelas. Para lá se dirigiram imediatamente el-Rei e os três filhos mais velhos, D. Duarte, D. Pedro e D. Henrique, enquanto os mais novos, D. Isabel, D. João e D. Fernando ficavam ao cuidado do Mestre de Avis.

 

Pilippa of Lancaster nasceu em Inglaterra a 31 de Março de 1360. Era a filha mais velha de John of Gaunt, duque de Lancaster e de Blanche of Lancaster. Foi educada na corte plantageneta, em pleno ambiente da Guerra dos Cem Anos que opunha o reino de Inglaterra ao de França. Terá sido muito influenciada pelo ideal cavaleiresco recuperado pelo seu avô, o rei Edward III, instituidor da famosa ordem de cavalaria da Jarreteira. As mortes, primeiro do herdeiro do trono – o Príncipe Negro, seguida do rei Edward III tornaram o pai de Philippa a pessoa mais poderosa em Inglaterra durante a menoridade do novo rei Richard II. Mais tarde, o duque de Lancaster, casado em segundas núpcias com Constança de Castela, filha de Pedro I o Cruel, quis reclamar a coroa de Castela por direito de sua mulher. Estabeleceu então uma aliança com Portugal para juntos fazerem frente aos reinos inimigos de França e de Castela. A aliança foi selada pelo casamento entre Philippa (já com 26 anos) e el-Rei D. João I, no Porto, em 1387, ano e meio após a grande vitória de Aljubarrota. 

 

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 A Rainha Dona Filipa destacou-se sobretudo como esposa muito dedicada e pela influência que teve na extraordinária educação da sua prole, imortalizada por Camões no verso de Os Lusíadas “ínclita geração, altos infantes”. Mas o cronista Zurara, que contava 5 anos à data da morte da Rainha, descreve-a como modelo de virtudes cardeais – justiça, prudência, temperança e fortaleza – e teologais – fé, esperança, e caridade. Foi aliás na prática obstinada da caridade junto dos mais pobres e dos doentes que D. Filipa se deixou infectar irreversivelmente pela terrível peste que naquela altura fustigava Lisboa. Já no leito de morte, em Odivelas, mandou chamar os três filhos mais velhos e deu a cada um deles um pedaço do santo lenho da vera cruz para que lhes servisse de protecção. Entregou-lhes também as espadas que mandara fazer propositadamente para os ver armar cavaleiros, após a batalha pela expansão da fé em Jesus Cristo. Depois, a D. Duarte, herdeiro dos Reinos, encomendou a defesa dos povos com justiça, incumbiu D. Pedro da protecção das donas e donzelas e a D. Henrique rogou que zelasse por todos os senhores, cavaleiros, fidalgos e escudeiros.

 

A insigne Rainha Dona Filipa deixou este mundo a 18 de Julho de 1415, faz hoje precisamente 600 anos. Iriam o luto e o mau agouro fazer suspender a partida da armada para a importante expedição, preparada com tanto afinco e minúcia nos anos anteriores?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Algarve a 18.07.2015 às 16:37

Nunca consegui compreender bem porquê que os reis ofereciam as filhas para fazerem acordos,ainda hoje é assim,tinham filhas a mais talvez.Mais importante que isso era se fizessem uma descrição pormenorizada da historia dos helicópteros KAMOV e daqueles particulares alugados ao estado que nem motor teem,só teem o numero de chassis e não sei se serão todos,e o estado paga pelo numero de chassis 500 mil euros ou 1 milhão de euros por ano pelo aluguer(de uma chapa com um numero de chassi).Ninguem sabia de nada??No Algarve todos sabem que á uns 20 anos que é assim,a primeira vez que se soube foi num incendio que houve aqui ,veio um avião da aerocondor(tenho quase a certeza),chegaram ao aeroporto de Faro não sei como naquela sucata disseram que o motor não tinha óleo,1 hora depois já estavam a caminho de casa,e como este foram as outras dezenas dos outros,fazem milhões com este esquema,todos ganham,os donos destas empresas,a protecção civil,os bombeiros,os políticos ,os amigos do jet7,é milhões e milhões de euros,dá para pagar todos.O país tá podre!!!Está um KAMOV no aeroporto de faro á Meses,aquilo é para a sucata?Se for avisem,eu fico com as rodas para fazer uma mota.....
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De Alopes a 20.07.2015 às 15:38

Depois de ler a belíssima lição de história do João F.Amaral, li também o seu post. E fiquei baralhado! Completamente! Claro que o que afirma é por demais absurdo e só não se percebe como este assunto se protela há tanto tempo sem uma solução à vista! Se calhar convém mesmo que não se resolva e o sr. fala nas diversas entidades que deveriam providenciar por uma resolução do caso!
Já não posso deixar de reparar que, num texto assertivo, cometa tantos erros ortográficos e logo numa resposta a um texto de História tão bem escrito!
Paciência: não se pode ter tudo!
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De Algarve a 20.07.2015 às 19:09

Entidades?Quais entidades?As que recebem aos milhoes destes negócios?Isto ta tudo podre!
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De Dulce Mendes a 19.07.2015 às 17:45

"(...) Estas notícias surgem pouco depois do ex-namorado de Rita Ora, Calvin Harris, ter anunciado o seu amor incondicional por Taylor Swift." (*)
* "Lux" (online)
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De Dulce Mendes a 19.07.2015 às 18:24

"A Vanessa continua obcecada pela Grécia. Ora é o Varoufakis, ora é o Tsipras. Cada vez lhe é mais difícil decidir o que pensar em relação aos protagonistas da crise. (...)" (*)
* Ana Sá Lopes
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De Algarve a 19.07.2015 às 23:31

A Rita já arranjou outro preto sabias?Tu até tens um blog porquê que não metes estas noticias lá?Quem é que quer saber se a Rita anda com um preto ou com um cavalo,aqui fala-se do país e de politica.
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De Dulce Mendes a 20.07.2015 às 10:34

Não perturbe a investigação por amor de Deus.
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De Dulce Mendes a 20.07.2015 às 10:57

"(...) Na minha inocência pensei que conseguíssemos passar uma noite a falar do Paulo, ou do Jorge, ou do António Maria. Um deles pelo menos merecia alguma conversa. (...)" (*)
* Ana Sá Lopes
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De Dulce Mendes a 20.07.2015 às 12:15

"(...) Em 1919 foi viver para Paris, onde, entre muitas outras ocupações, chegou a ser dançarino de cabaré e empregado de armazém para conseguir fazer frente às despesas do dia-a-dia, ao mesmo tempo que desenhava e começava a escrever. (...)" (*)
* Margarida Bon de Sousa
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De Alblopes a 20.07.2015 às 15:44

Mais recentente houve um que foi para Paris fazer um doutoramento em flosofia, com custos pagos por um "querido" amigo de infância! E até pagava estadia ao filho do Pereira - o seu adjunto - e só tinha pedido 100 mil euros à CGD do vara!
E agora, como o pili acabou, e o "querido" amigo já não pode falar com ele para ver onde lhe deve entregar o cacau, pois o motorista também está vigiado, hospedou-se na cela 44, onde continua a dar ordens ao que foi sempre o seu nº. 2 - o tal regedor monhé de Lisboa, que quer ser o principe ghandi deste país!
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De Alblopes a 20.07.2015 às 15:49

Mais recentente houve um que foi para Paris fazer um doutoramento em flosofia, com custos pagos por um "querido" amigo de infância! E até pagava estadia ao filho do Pereira - o seu adjunto - e só tinha pedido 100 mil euros à CGD do vara!
E agora, como o pili acabou, e o "querido" amigo já não pode falar com ele para ver onde lhe deve entregar o cacau, pois o motorista também está vigiado, hospedou-se na cela 44, onde continua a dar ordens ao que foi sempre o seu nº. 2 - o tal regedor monhé de Lisboa, que quer ser o principe ghandi deste país!
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De tric.Lebanon a 20.07.2015 às 14:27

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De Alblopes a 20.07.2015 às 15:32

Belíssima lição de história! Magnífico post!Parabéns! Ainda há quem se preocupe em dar-nos lições como esta!
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De Dulce Mendes a 20.07.2015 às 19:59

Incrível...

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