Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]




os moços

por Rodrigo Moita de Deus, em 14.02.14

Há uma linha comum nas palavras do comunicado do IDP, das entrevistas Capucho, das intervenções de Pacheco Pereira, Garcia Leandro, Ferreira Leite, Bagão Félix ou Mário Soares. Esta ideia de “jovens turcos”, “mocidade”. De que “eles” são muito novos. Não têm “experiência do Estado”. Que é preciso já ter feito um exame à próstata para governar seja o que for.

 

Há toda uma geração de “políticos” descontentes por verem o país governado por crianças que agem sem a sua autorização ou beneplácito. E o problema é que isto pega-se. Nestes anos quantos artigos e públicas denúncias por causa de nomeações sub30? O mesmo país que se lamuria por causa do desemprego entre os jovens é o primeiro a queixar-se da falta de experiência dos “miúdos”.

 

Eu vou a caminho dos quarenta anos. Ainda não fiz o exame à próstata. Mas nas finanças tratam-me como se eu fosse gente grande. Ainda o General Garcia Leandro não recebia reforma já eu pagava impostos. O único sítio onde tenho o privilégio de ser chamado de moço é mesmo nestas coisas.

 

Há toda uma geração de políticos cuja grande visão estratégica para o país foi pedir dinheiro emprestado aos alemães argumentando que, afinal, eramos europeus. E acreditam mesmo que isso foi um grande feito.

 

Mas numa coisa têm razão. O 25 de abril foi há quarenta anos. Quando os “velhos” de hoje tomaram conta do país tinham quase todos menos de 40. Eram uns miúdos sem experiência de Estado. E deu na m!”#!” que deu.  


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

Sem imagem de perfil

De COM TODO O RESPEITO a 15.02.2014 às 06:58

RMD: humor e ironia, sobretudo quando certeiros - pasam mal aos que se passa com a careca descoberta:

Isto de da juventude vai por mau caminho e tens de comer muita papa maizena - já vem de longe...

Há milénios que tais lamentações ocorrem de velhos, que renegam a maturidade da (sua própria) juventude.

E quem não está bem com o seu passado, esté mal disposto com o presente - e muito mais incomodado com a perspectiva do futuro.

Lapalissianamente: sendo o presente, o passado do futuro - é bué da lixado, pros velhotes, entre os quais me incluo...

Mas como disse o legado papal à porta de Béziers: "matem-nos todos, Deus reconhecerá os seus!" :-) ) )

Comentar post