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palavra dada é palavra honrada

por Alexandre Borges, em 12.10.17

150 mil empregos.png

Sócrates fartou-se de dar trabalho a jornalistas, escritores, comentadores, professores, motoristas, secretárias, construtores, decoradores de interiores, alfaiates, bancários, banqueiros, livreiros, consultores de comunicação, empresários hoteleiros, intermediários diversos e gente cuja missão consistia apenas em ficar calada. Ainda hoje continua a dar que fazer a dezenas de advogados, juízes, procuradores e inspectores. O homem pode ser o que quiserem, mas bem que tentou cumprir a promessa de criar os 150 mil empregos.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Jorge Marques de Tocqueville a 14.10.2017 às 10:35

A presunção de inocência até prova em contrário é muito interessante mas estritamente pertença da justiça. A censura social e até mesmo o ostracismo são e sempre foram instrumentos de penalização de quem não assume uma conduta socialmente aceitável. Existe culpa e pena para além dos tribunais? Existe e deve existir.
Das perplexidades que este caso Marquês suscita pontificam duas:
1 A evidência de factos censuráveis e decorrente culpa já provada de um ex-Governante de ausência de conduta proba
2 O concubinato de uma prole que inclui prosélitos e ex compagnons de route (governantes e demais políticos de profissão) cuja conduta pública perante #1 é de manifesta ausência de repúdio.

À justiça o que é da justiça e à cidadania o que lhe pertence: ser figura pública e remeter para a justiça a exclusiva consequência deste melodrama indicia corrupção moral de quem ignora o elefante no meio da sala, comprova despudor e ética inexistente, é dúbio qb para permitir distanciamento da consequência sem auto exclusão do establishment.

Por último e quanto ao ensaio das teses da defesa de Sócrates que ontem o mesmo interpretou:
1 Não justifica a postura submissa de um amigo de quem alegadamente depende e que inverte a suposta lógica de ilimitada prodigalidade para com alguém que vive dos adiantamentos financeiros providos por alguém que lhe é notóriamente subordinado
2 Alega que não tem lógica alegar a sua titularidade dos milhões porque não os colocaria nas únicas mãos de um terceiro de quem dependeria exclusivamente; esta alegação não faz sentido à luz de qualquer anatomia da corrupção e da figura de testa de ferro e auto destrói a alegação de que a prodigalidade dos "empréstimos" se baseava na confiança - há confiança verosímil para pedir emprestado mas não para pedir a guarda de milhões?
3 Apresentou alegado despacho em que instruía a administração da CGD a abster-se na votação que viabilizaria a OPA. Acontece que a CGD não se absteve: contrariou as ordens da tutela? Se sim que consequências teve essa insubordinação? Talvez seja mais uma fraude e talvez seja mais um tiro no pé, já que alega que esse oportuno documento não está no processo.

E os acéfalos que ainda defendem este crápula...

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