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Uma das primeiras medidas do novo governo grego foi a (re) contratação das 595 empregadas de limpeza do ministério das finanças. A coisa fica bem na fotografia. Durante estes anos as senhoras nunca desistiram de lutar por isso. E à primeira vista até parece injusto que tenham sido vítimas de tamanha tropelia. À primeira vista, claro. O que ainda ninguém pôs em causa é a utilidade de 595 empregadas de limpeza para um ministério. Que sejam 3 edifícios, 10 edifícios, 30 edifícios. Mesmo com 50 edifícios…isso é uma média 11,9 empregadas de limpeza por edifício. As senhoras da limpeza gregas estão para aquele ministério como os jardineiros estão para as autarquias alentejanas. Responsabilidade social. Não é eficiência, nem necessidade, nem sequer bom senso. É responsabilidade social com o dinheiro dos outros. Outros? Mais ou menos. É mesmo o nosso.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Manolo Heredia a 02.02.2015 às 19:08

A austeridade só tem uma função; a de alterar a forma com o Rendimento Nacional é redistribuido.

As empresas querem tudo, só lhes chega TUDO. Agora que já conseguiram diminuir esse rendimento nacional fugindo aos impostos domésticos (paraísos fiscais e tal...), dizem que a contas do estado são insustentáveis...

Estamos a regressar aos tempos do absolutismo. O Povo não tem pão? então que como croassans... e siga a dança...
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De Magico a 02.02.2015 às 20:18

595 empregadas é um numero exagerado mas em Portugal faz-se o mesmo ou ainda pior.Quanto é que ganha uma empregada??Em Portugal tem-se feito do seguinte modo:despede-se 500 empregadas de limpeza a ganhar 500 euros e logo de seguida coloca-se 300 engenheiros a ganhar 2500 euros,mais os extras,a mandar nas 95 empregadas que ficaram e esses 300 ainda arranjam mais trabalho para as 95 para justificar o ordenado,mas esses 300 não pensem que vão limpar alguma coisa.É assim aqui,não é um comentario meio satirico,isto é mesmo a verdade no nosso país,tambem,todos sabem disso ,não é nenhuma novidade.
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De comentador a 03.02.2015 às 11:09


É assim onde , não basta dizer coisas deve-se identificar os locais e as pessoas onde acontecem as coisas .

É como os nºs todos dizem números mas não se sabe de onde veem, é como as anedotas ninguém sabe quem as inventa .
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De Magico a 03.02.2015 às 17:28

De momento não posso avançar com mais pormenores mas é assim que funciona.Eu costume dar um bom exemplo de como o estado funciona(isto vai dar umas 10 linhas....):imagine que uma camara tem dois calceteiros,e,como as urbanizaçoes teem aumentado os homens já não dão conta do trabalho de maneira nenhuma.Como é que acha que a camara,presidente,vereadores e restantes inuteis resolvem o problema?Nem pense nisso,nunca mas nunca vão colocar mais calceteiros.Colocam dois engenheiros a ganhar uns milhares de euros para cada engenheiro controlar os calceteiros para ver se realmente não podem trabalhar mais.Se teem 30 minutos de pausa não são 31(se calhar até só paravam 15 mas os marajas estão-se borrifando para isso),porquê que viram as pedras 5 vezes antes das colocar e não viram só uma(estes engenheiros teem sempre ideias de mer.a destas...,se alguma vez já fez calçada sabe que tem que se revolver as pedras...),porquê que andam a escolher pedras e não agarram logo numa,...etc etc etc.O resultado é cada vez menos vontade dos cantoneiros e cada vez mais trabalho por fazer mas o estado funciona assim,é um asilo de tachos actualmente.
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De bocage a 08.02.2015 às 19:17

Desenga-ne o autor deste artigo, na Grécia não existem agora os maus contra os bons de antes. São mesmo todos mauzinhos. Se estes contratam 595 funcionárias de limpeza para os ministérrios, os anteriores (chuchas e alegados democratas-cristãos) "esqueceram-se" de cortar nos... 7500 automóveis dos diversos ministérios... E nos 3 aviões... Não é um problema político. Émesmo um problema de ADN...

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