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O fazedor de promessas

por Afonso Azevedo Neves, em 15.05.09

Na passada quarta-feira, o Primeiro-ministro português garantiu na Assembleia da República, que Estado iria comprar a maioria do capital da Cosec, a principal companhia de seguros de crédito à exportação a operar em Portugal.

Note-se, trata-se de uma compra e não propriamente de uma nacionalização, haveria uma negociação a decorrer com os actuais accionistas (BPI e Euler Hermes) que estaria, parece-me evidente, sujeita a algum sigilo.

O que fez José Sócrates? Veio garantir que os privados estavam disponíveis para vender, quando não o podia nem devia fazer e até deu um prazo: No verão a coisa estava resolvida.

Fê-lo porquê? Porque tinha essas garantias? Não, a Euler Hermes, que detem 50% da Cosec, já veio hoje mesmo dizer que não está disposta a vender.

Mas então o que motivou esta precipitação do Primeiro-ministro? Como sempre a necessidade de prometer coisas que não pode nem vai cumprir, nomeadamente garantir aos empresários do sector têxtil, vestuário e calçado que estão entre os mais prejudicados com a actuação das seguradoras de crédito, com várias empresas a deixar de realizar vendas para o exterior por não conseguirem este tipo de seguro, que permite vender a crédito com segurança, cobrindo riscos de falência do cliente, atrasos de pagamento e até riscos de natureza política

 

Lembro-me bem ao nome que se dava a este tipo de borradas em tempos que já lá vão, mas creio que “trapalhadas” não é bem o termo mais apropriado.

 

Também aqui

 

PeC

por Afonso Azevedo Neves, em 21.04.09

O Prós & Contras de ontem foi um memorável momento televisivo e não o escrevo a brincar. Foi mesmo. A gritaria ajudou e muito, a perceber ao que vinham os candidatos.

 

Se Ilda Figueiredo falou para o seu partido, na prática estar ali ou sozinha numa sala a falar para uma câmara era igual, sendo que se era esse o objectivo esteve lindamente.

 

Miguel Portas veio no entanto com uma agenda bem diferente, falou para fora e sobretudo contra o PS, o fim foi atingido e a espaços assumiu uma clara liderança no debate.

 

Nuno Melo começou melhor que os restantes candidatos mas, ao longo do programa, foi perdendo “pontos” e assim que foi interrompido pareceu-me ter perdido o registo o que não deixa de ser estranho para um deputado.

 

Vital Moreira foi o que mais me surpreendeu, sendo certo que hoje já não usufrui das vantagens da k7 – uma autêntica muleta quando não se quer dizer nada – a sua proverbial independência foi totalmente desmentida pela argumentação coxa em defesa do governo a que foi forçado por Rangel, logo secundado por Porta e Melo. Houve mesmo momentos algo confrangedores que reforçam a ideia exposta no Insurgente: realmente a melhor coisa que o PS pode fazer é esconder o seu candidato e garantir que a sua imagem se mantêm mais ou menos intacta até às eleições.

 

Paulo Rangel demorou algum tempo a sair do seu registo algo formal mas assim que o fez, sacrificando alguma objectividade por um discurso mais agressivo, a sua prestação melhorou muito e foi com surpreendente facilidade que expôs as fragilidades do seu adversário.

Notas de fim-de-semana

por Afonso Azevedo Neves, em 20.04.09

Se pensarmos bem, se Cavaco Silva não fosse Presidente e se tivesse lembrado de dar recados nas páginas de uma qualquer revista, imaginemos mesmo que se atrevia a falar em boa e má moeda, tenho impressão que Sócrates lhe reservaria muito mais que um leve rosnar.

 

Ainda estamos no intervalo...

por Afonso Azevedo Neves, em 29.03.09

Continuando a conversa de ontem...

 

Durante o dia de ontem, já era certo que também a TVI será alvo de um processo judicial por violação do segredo de justiça e difamação.

 

Ontem, foi a vez de Charles Smith, sócio da consultora Smith & Pedro, contratada para tratar do licenciamento do Freeport, emitir um comunicado onde desmentia que "alguma vez se tenha referido a José Sócrates de forma injuriosa", mas assumiu que se tinha reunido naquela data com João Cabral e Alan Perkins para discutir assuntos relativamente ao Freeport.

 

Perante estes factos, Manuela Ferreira Leite, líder do PSD, fez saber ontem que, "a sucessão de factos torna premente, para bem do sistema judicial, que este assunto seja esclarecido rapidamente".

 

Ontem, em Gondomar, o ministro dos Assuntos Parlamentares, Santos Silva, reafirmou que "não há nenhum membro deste Governo que esteja indiciado ou sequer sob investigação". E explicou que o PS se opôs a que o enriquecimento ilícito seja considerado crime, por defender que "não se deve inverter o ónus da prova".

 

João Palma, eleito ontem presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, assumiu que, neste caso concreto, "existem pressões".

 

DN

 

 

Notas: Pelos vistos, Sócrates não se fica pelos autores do dvd, vai para os autores de peças sobre o assunto, tanto mais que se prepara para processar outros meios de comunicação social. (Público, Sol, SIC, etc...incoming!)

 

O tal Smith parece dar a ideia que nunca disse o que ouvimos, se calhar "corrupto" tem um sentido diferente em inglês.

 

Ferreira Leite diz o que todos pensamos e isso já não é nada mau.

 

Santos Silva estava em Gondomar e isso pode servir de desculpa para dizer o que lhe apetecer mesmo qe não faça sentido nenhum. O caso não é apenas de polícia é também político.

 

João Palma, foi eleito ontem pelo que se espera que na segunda-feira trate de esclarecer-nos sobre as tais "pressões".

 

De medida em medida até à medida final

por Afonso Azevedo Neves, em 25.03.09

Estamos a na fase reboot do ciclo deste governo PS. Após quatro anos voltamos às velhas formulas de lidar com o mediatismo da crise, sem verdadeiras respostas, ensaiam-se manobras de diversão tão ao gosto dos spin doctors do Eng. Sócrates: um subsídio aqui, um protocolo ali, outra promessa acolá.

 

A simples proposta das chamadas causas fracturantes parece não ter colhido o entusiasmo esperado, até porque boa parte delas só fracturam  uma ínfima parte do eleitorado. Não chegava para o efeito pretendido, era necessário encontrar novas formas de distrair o português da desgraça que há muito estava anunciada.

 

Os velhos "truques" que deram resultado no início deste mandato foram reciclados e deram-lhes novas roupagens, deixam-se as consequências directas e indirectas do conjunto de medidinhas para a economia portuguesa para um futuro que, todos sabemos, não será risonho. Algo que parece confortar quem desenha esta estratégia.

 

Assim está garantida a programação para os próximos meses, de 15 em 15 dias no Parlamento, seremos brindados com mais uns estágios que servirão para fazer descer os números do desemprego até ao fim do ano, findos os quais o referido número irá disparar de um momento para o outro, com evidentes culpas de uma crise internacional em geral e "bota-abaixistas" em particular.

Paulada do dia

por Afonso Azevedo Neves, em 03.03.09

Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina.


JM Tavares

Os resultados de Sócrates

por Afonso Azevedo Neves, em 16.02.09

José Sócrates venceu as eleições internas do PS com 96% dos votos. Este tipo de vitórias, de total unanimismo devia preocupar o PS, na exacta medida em que não preocupou nada o PP.

Como Pedro Marques Lopes dizia hoje de manhã no RCP, um partido que tem dentro dele elementos importantes que ameaçam com saídas e plataformas alternativas, que põem em perigo a estabilidade governativa votando contra propostas do seu Governo, não é o mesmo partido que vota desta forma a favor do seu líder.

Não há nada de novo aqui, o PSD já passou por coisa similar e um dia, mais tarde, isto terá consequências sérias para o PS.

 

O ano da lama

por Afonso Azevedo Neves, em 12.02.09

José Sócrates atravessa um momento muito difícil, mas não é perdendo a cabeça que dignifica a discussão política. A capacidade de manter a serenidade no meio da tormenta é o grande teste dos grandes líderes. A menos que o primeiro-ministro queira mesmo vitimizar-se para provocar uma crise, antecipar as eleições e ir a votos, antes que o desemprego e a crise façam ainda mais vítimas.
Mas se é isso, Sócrates deve abrir o jogo quanto antes. O país agradece.

 

Ângela Silva

Flashback

por Carlos Nunes Lopes, em 29.01.09

"O que está em causa é evitar um pântano de natureza político e é o restabelecimento pleno da relação de confiança entre governantes e governados"  António Guterres, 16 Dez 2001

Ahhh...uma crise política? Agora não. Não dá jeito...

por Afonso Azevedo Neves, em 29.01.09

,.. até porque com a crise económica e tudo...era uma chatice, enfim. Há que evitar mais confusão. E se a confusão for tão confusa como se anda por aí a dizer se calhar era mesmo pensar ali no cenário do Vasco, até porque enfim é do Costa que falamos e o Costa enfim...não é o Santana, é o Costa, como eu ainda ainda agora dizia. (deixa-me servir aqui um bocadinho mais de Black Label para aclarar as ideias) ora bem, deixa cá pensar numa solução...não! Que tal irmos mesmo para eleições? Não? AÍ ainda se podia pensar que isto é mesmo uma crise política...pois é...Olhem, eu vou mas é deixar o whisky de lado e abrir uma garrafinha de vinho em honra de quem achar uma solução para isto e cantar o Broken Box, I've got wine & so do you; Mine came with a cork; I wish yours did too; Everyone just loves you; so well hurray!; Now you know where to go...Ora, boa noite!

Sócrates anda a ler os comentários dos blogues

por Afonso Azevedo Neves, em 28.01.09
"Os senhores não suportam o sucesso do país, os senhores estão contra o sucesso do país (...) Têm apenas ciúmes e inveja", acusou Sócrates.





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